terça-feira, 23 de setembro de 2014



© ssobrado, porto, 2014 |  a vida é uma festa*



* Parabéns, corvinho ;)


'(...) nunca houve ninguém tão louco que não conseguisse 
chamar a si todo o céu com um sorriso.'

E. E. Cummings





domingo, 21 de setembro de 2014




© ssobrado, lisboa, 2013 |  momento íntimo




'Sempre considerei que fotografar era uma coisa atrevida, o que, aliás, foi uma das coisas que mais me atraiu', 
escreveu Diane Arbus, 'e quando fotografei pela primeira vez senti-me muito perversa'.

Susan Sontag, in Ensaios sobre Fotografia








sábado, 20 de setembro de 2014






©
 ssobrado, paços de gaiolo, 2014 |  do carro*



Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? 
Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.
(...) As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.

Bernardo Soares (semi-heterónimo de Fernando Pessoa), in Livro do Desassossego 





quarta-feira, 27 de agosto de 2014


   
© ssobrado, porto, 2014 |  o equilíbrio do medo








(...) Serei capaz 
de não ter medo de nada, 
nem de algumas palavras juntas? 


Manuel António Pina, O Medo, in 'Nenhum Sítio'






terça-feira, 19 de agosto de 2014


© ssobrado, porto, 2014 | será assim o amor





Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre
adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia
que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura

Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis

Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor

José Tolentino Mendonça, Os Amigos in De Igual para Igual






domingo, 13 de abril de 2014

© ssobrado, lisboa, 2014 | nesse quarto sossegado




Há sempre um quarto sossegado na esquina do nosso ser e podemos sempre recolher-nos nele para descansar. Não nos podem tirar isso. Há um ano que estou a trabalhar sem parar nesse quarto sossegado dentro de mim, e agora ele tornou-se numa grande sala, verdadeira e autêntica. 


Etty Hillesum, Diário (5 de Julho de 1942)